O alcance da tese
A tese resolve a dúvida sobre quem deve responder quando o servidor estadual questiona a retenção de imposto de renda feita sobre sua remuneração: o Estado que efetuou a retenção, e não a União. É o ente estadual que figura no polo passivo tanto nas ações que pedem o reconhecimento de isenção quanto nas que pedem a devolução do que foi retido indevidamente.
Essa definição está ligada ao fato de que é o Estado quem retém o tributo na fonte sobre os rendimentos pagos aos seus servidores. A discussão sobre a legalidade da retenção, portanto, trava-se diretamente com quem a praticou.
O que isso significa na prática
O servidor estadual que pretende discutir a retenção não precisa acionar a União nem litigar na Justiça Federal por causa disso: a ação é proposta contra o Estado. Errar o réu pode levar à extinção do processo por ilegitimidade, com perda de tempo e de custas.
A tese trata da legitimidade passiva, e não do mérito da isenção ou da devolução, que dependem da situação tributária concreta de cada servidor e são examinados caso a caso pelos tribunais.
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