JurisprudênciaIA

A cobrança da taxa SATI na compra de imóvel novo é abusiva?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ

Resposta rápida

Sim. O STJ fixou no Tema 938 que é abusiva a cobrança, pelo promitente-vendedor, do serviço de assessoria técnico-imobiliária (SATI), ou atividade congênere, vinculada à celebração da promessa de compra e venda de imóvel. O pedido de restituição, porém, está sujeito à prescrição de três anos.

Por que a SATI é considerada abusiva

A tese considera abusiva a cobrança da SATI, e de qualquer atividade congênere, quando vinculada à celebração da promessa de compra e venda. O ponto central é a vinculação: o consumidor é cobrado por um serviço atrelado à própria venda, imposto pelo vendedor como condição prática do negócio.

A regra alcança não apenas a taxa com o nome de SATI, mas serviços equivalentes com outras denominações. O que importa é a natureza da cobrança, não o rótulo dado pelo vendedor, e os tribunais examinam caso a caso se a verba impugnada se enquadra nessa categoria.

Prazo para pedir a devolução e diferença para a corretagem

A pretensão de restituição dos valores pagos a título de SATI prescreve em três anos. Quem pagou a taxa há mais tempo pode ter a pretensão de reembolso atingida pela prescrição, o que exige atenção à data do pagamento.

Importante não confundir: no mesmo julgamento, o STJ validou o repasse da comissão de corretagem ao comprador, desde que informado previamente o preço total com destaque do valor da comissão. Abusiva é a SATI; a corretagem informada é, em regra, válida.

O que dizem os tribunais

Tema Repetitivo 938 (STJ) · REsp 1551956/SP

(i) Incidência da prescrição trienal sobre a pretensão de restituição dos valores pagos a título de comissão de corretagem ou de serviço de assistência técnico-imobiliária (SATI), ou atividade congênere (artigo 206, § 3o, IV, CC). (vide REsp n. 1.551.956/SP) (ii) Validade da cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em regime de incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da aquisição da unidade autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem; (vide REsp n. 1.599.511/SP) (ii, parte final) Abusividade da cobrança pelo promitente-…”Ler na íntegra

(i) Incidência da prescrição trienal sobre a pretensão de restituição dos valores pagos a título de comissão de corretagem ou de serviço de assistência técnico-imobiliária (SATI), ou atividade congênere (artigo 206, § 3o, IV, CC). (vide REsp n. 1.551.956/SP) (ii) Validade da cláusula contratual que transfere ao promitente-comprador a obrigação de pagar a comissão de corretagem nos contratos de promessa de compra e venda de unidade autônoma em regime de incorporação imobiliária, desde que previamente informado o preço total da aquisição da unidade autônoma, com o destaque do valor da comissão de corretagem; (vide REsp n. 1.599.511/SP) (ii, parte final) Abusividade da cobrança pelo promitente-vendedor do serviço de assessoria técnico-imobiliária (SATI), ou atividade congênere, vinculado à celebração de promessa de compra e venda de imóvel. (vide REsp n. 1.599.511/SP)

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

Acórdão

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