Por que a cessão é permitida
O empréstimo compulsório sobre energia elétrica gerou para os consumidores um direito de devolução dos valores recolhidos. O STJ entendeu que esse crédito, uma vez existente, segue a lógica geral do direito das obrigações: o credor pode ceder seu crédito a terceiro se a lei não proibir.
Como não existe vedação legal expressa à transferência desses créditos, aplica-se o art. 286 do Código Civil, que autoriza a cessão de créditos em geral. A natureza originalmente tributária da relação não impede a circulação do direito à devolução.
O que isso significa na prática
Empresas e consumidores titulares desses créditos podem negociá-los com terceiros, que passam a poder exigir a devolução na condição de cessionários. Isso abriu espaço para um mercado de cessão desses ativos.
Aspectos como a forma da cessão, a notificação do devedor e a legitimidade do cessionário em cada processo seguem as regras comuns do direito privado e processual, e são examinados pelos tribunais caso a caso.
Pesquise a jurisprudência completa
Busque decisões sobre este e outros temas em dezenas de tribunais brasileiros.
Pesquisar jurisprudência