O que estava em discussão
O empréstimo compulsório sobre o consumo de energia elétrica gerou condenações da Eletrobras e da União a pagar diferenças na devolução dos valores aos contribuintes. Diante disso, a Eletrobras passou a ajuizar execuções regressivas contra a União, buscando recuperar o que desembolsava nessas condenações.
O STJ, em julgamento repetitivo, rejeitou essa pretensão: não existe direito de regresso da Eletrobras contra a União nessa hipótese, de modo que a execução regressiva é incabível.
Consequências práticas da tese
Por ser tese firmada em recurso repetitivo, ela vincula os demais órgãos do Judiciário nos casos idênticos, encerrando as tentativas da Eletrobras de repassar à União o custo dessas condenações pela via regressiva.
Para o contribuinte que discute a devolução do empréstimo compulsório, a tese não altera o direito às diferenças em si: ela resolve apenas a relação interna entre Eletrobras e União, definindo que não há reembolso regressivo entre elas.
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