JurisprudênciaIA

O STJ vai decidir se a Polícia Federal pode criar sites para identificar quem compartilha pornografia infantil?

Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de STJ

Resposta rápida

Sim, a questão foi afetada ao rito dos recursos repetitivos. A Terceira Seção do STJ, conforme divulgado em informativo de jurisprudência, admitiu o REsp 2.072.978/MS para uniformizar se agentes da Polícia Federal podem criar sites e fóruns de internet para apurar crimes e identificar quem compartilha arquivos de pornografia infantil. Ainda não há tese definida.

O que está em discussão

A afetação ao rito dos repetitivos significa que o STJ vai uniformizar o entendimento sobre o tema, fixando tese que orientará os casos semelhantes. A controvérsia delimitada é verificar a possibilidade de agentes da Polícia Federal criarem sites e fóruns de internet para apuração de crimes e para identificação e localização de pessoas que compartilhem arquivos pedopornográficos.

Trata-se de discutir os limites da atuação policial em ambiente digital: até que ponto a criação de plataformas pelo próprio Estado, como técnica investigativa, é compatível com as garantias processuais penais.

Efeitos práticos enquanto não há tese

Enquanto o julgamento não ocorre, a validade das provas obtidas por esse método continua sendo examinada caso a caso pelos tribunais. Quem atua em processos envolvendo investigações desse tipo deve acompanhar o julgamento do repetitivo, pois a tese fixada orientará a solução dos casos que discutam a mesma questão.

O que dizem os tribunais

Informativo 795 do STJ

A Terceira Seção acolheu a proposta de afetação do REsp n. 2.072.978/MS ao rito dos recursos repetitivos, a fim de uniformizar o entendimento a respeito da seguinte controvérsia: "verificar a possibilidade de agentes da Polícia Federal criarem sites/fóruns de internet para apuração de crimes, de identificação e de localização de pessoas que compartilhem arquivos pedopornográficos".

Decisões recentes sobre o tema

Selecionadas automaticamente na nossa base e atualizadas com frequência.

Acórdão

T5 - QUINTA TURMA · Rel. REYNALDO SOARES DA FONSECA · j. 04/08/2026

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PORNOGRAFIA INFANTIL. PLEITO ABSOLUTÓRIO. ERRO DE TIPO. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS INDICANDO A IDADE DA VÍTIMA. DIVULGAÇÃO DE PORNOGRAFIA INFANTIL. EXAME DE CORPO DE DELITO. IMPOSSIBILIDADE. VESTÍGIOS NÃO APREENDIDOS. POSSIBILIDADE DE SUPRIMENTO POR PROVA TESTEMUNHAL (ART. 167 DO CPP). AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.1. A tese de erro de tipo essencial quanto à elementar "menor de 14 anos" (art. 217-…

Acórdão

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Acórdão

S3 - TERCEIRA SEÇÃO · Rel. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR · j. 16/06/2026

AGRAVO REGIMENTAL EM CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PENAL. JUSTIÇA FEDERAL E JUSTIÇA ESTADUAL. ART. 241-B DO ECA. INEXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS (CONTENDO PORNOGRAFIA INFANTIL) COM TRANSNACIONALIDADE POTENCIAL. COMPETÊNCIA QUE REMANESCE COM O JUÍZO ESTADUAL.Agravo regimental improvido. (AgRg no CC n. 221.021/AM, relator Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, Terceira Seção, julgado em 16/6/2026, DJEN de 19/6/2026.)

Acórdão

Sexta Turma · Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro · j. 07/04/2026

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Acórdão

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