Resposta rápida
Não, se os adicionais atingirem o patamar legal. Pela OJ 17 do TST, os adicionais AP, ADI ou AFR, somados ou isoladamente, quando equivalentes a 1/3 do salário do cargo efetivo (art. 224, § 2º, da CLT), excluem o empregado ocupante de cargo de confiança do Banco do Brasil da jornada de 6 horas.
O critério do enunciado
A jornada reduzida de 6 horas do bancário comporta exceção para quem exerce cargo de confiança com gratificação não inferior a 1/3 do salário do cargo efetivo, nos termos do art. 224, § 2º, da CLT. O enunciado esclarece que, no Banco do Brasil, os adicionais AP, ADI ou AFR cumprem esse papel de gratificação de função.
Esses adicionais podem ser considerados somados ou isoladamente: alcançado o equivalente a 1/3 do salário do cargo efetivo, o empregado que ocupa cargo de confiança fica excluído da jornada de 6 horas, sujeitando-se à jornada de 8 horas.
O que verificar na prática
Dois requisitos convivem no enunciado: o efetivo exercício de cargo de confiança e o recebimento dos adicionais no patamar mínimo de 1/3 do salário do cargo efetivo. O simples pagamento do adicional, sem o exercício real de função de confiança, é questão que os tribunais examinam caso a caso, conforme a prova dos autos.
Para o empregado que pretende as 7ª e 8ª horas como extras, a discussão costuma girar em torno da caracterização (ou não) da fidúcia especial e da suficiência do valor pago a título de AP, ADI ou AFR.
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