Tema 240 de IRR (TST)
“CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram presunção absoluta, mas apenas relativa. (Reafirmação da Súmula no 12 do TST)”
Atualizado em 07/07/2026 · Fundamentado em jurisprudência de TST
Sim. O TST reafirmou no Tema 240 dos recursos repetitivos, na linha da Súmula 12, que as anotações feitas pelo empregador na carteira de trabalho geram presunção apenas relativa, e não absoluta. Isso significa que o conteúdo anotado pode ser contestado e desconstituído por prova em sentido contrário na Justiça.
Presunção relativa é aquela que vale até prova em contrário. As anotações da CTPS, como datas de admissão e saída, função e salário, são consideradas verdadeiras em princípio, mas qualquer das partes pode demonstrar em juízo que a realidade era diferente do que foi registrado.
Se a presunção fosse absoluta, o documento não admitiria questionamento. A tese afasta essa leitura: a carteira é um ponto de partida probatório importante, não uma verdade inatacável.
O trabalhador pode provar, por exemplo, que começou a trabalhar antes da data anotada ou que recebia salário diverso do registrado. Do mesmo modo, o empregador pode produzir prova contra o que consta do documento. Quem contesta a anotação assume o ônus de demonstrar o contrário.
A força da prova apresentada contra a anotação é avaliada pelos tribunais caso a caso, conforme o conjunto probatório de cada processo, como testemunhas, recibos e outros documentos.
“CARTEIRA DE TRABALHO. ANOTAÇÕES. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram presunção absoluta, mas apenas relativa. (Reafirmação da Súmula no 12 do TST)”
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