O que a tese decide
A cota de aprendizagem do art. 429 da CLT obriga os estabelecimentos a contratar aprendizes em percentual calculado sobre o total de trabalhadores cujas funções demandem formação profissional. A controvérsia era se motoristas e cobradores de ônibus entrariam nessa contagem, já que as empresas sustentavam que essas funções não comportariam aprendizes.
O TST resolveu a questão de forma objetiva: as atividades de motorista e de cobrador integram a base de cálculo. O resultado é uma cota maior de aprendizes a ser cumprida pelas empresas de transporte coletivo.
O que isso significa na prática
Como a tese foi firmada em recurso repetitivo, ela orienta a solução de casos idênticos em toda a Justiça do Trabalho, inclusive em ações civis públicas e autuações que discutem o descumprimento da cota no setor de transporte coletivo.
Vale notar que incluir as funções na base de cálculo não significa que o aprendiz deva dirigir ônibus ou trabalhar como cobrador: a discussão da tese é sobre a contagem para apuração da cota, e a forma de cumprimento concreto continua sendo examinada em cada caso.
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